domingo, 25 de julho de 2010

HISTÓRIAS QUE SÃO ARQUÉTIPOS

Enquanto passeava pela Fnac, não pude deixar de pensar que as histórias reais de Fernão Lopes são arquétipos narrativos, modelos para escritores de outros séculos. Nas suas narrativas evoluem, segundo a sua focalização, os vilões com o Conde Andeiro, apaixonado pela "rainha má", Leonor Teles, heróis como Nuno Álvares, um líder inteligente como D. João I, verdadeiro animal político, um velho determinado como Álvaro Pais e muitos outros. Assim, influenciado pela matéria do ciclo bretão, e pela sua versão ibérica, Lopes acaba por ser uma referência para a Literatura Portuguesa a posteriori.
Eís um caso em que a realidade ultrapassa, definitivamente, a ficção!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Algumas personagens das Crónicas

D. Pedro I, D. Pedro de Castela, D. Fernando, D. João, Mestre de Avis, Leonor Teles, Nuno Álvares Pereira, O Povo, Álvaro pais, João das Regras, Conde Andeiro, D. Juan I e D. Beatriz, João Fernandes Pacheco, D. Maria Teles, etc.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

batalha de Aljubarrota

BATALHA DE ALJUBARROTA (A VISÃO DE FERNÃO LOPES)
“Não façais o que o inimigo quer, pela única razão de que ele o deseja; evitai o campo de batalha que ele reconheceu, estudou, e ainda com mais cuidado o que ele fortificou, e onde se entrincheirou” (Bonaparte, 2003: 18).
Os antecedentes, a batalha propriamente dita e os acontecimentos posteriores ocupam setenta e duas páginas, entre as quatrocentas e sessenta e três da Crónica de D. João I-2º Volume.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Uma invocação marcante de Fernão Lopes

“Ho muy nobre primçipe, froll e excçelemcia dos Reis que em Portuguall reynarão”

CDJ, 1990, II : 3

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

bibliografia passiva

Desta lista não faz parte, obviamente, a última obra referida.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

bibliografia passiva

BIBLIOGRAFIA PASSIVA:
• Amado, Teresa, Fernão Lopes, Contador de história, Lisboa, Editorial Estampa, 1977.
• Amado, Teresa, O Passado e o Presente – Ler Fernão Lopes, Lisboa, Editorial Presença, 2007.
• Beirante, Maria Ângela, As estruturas sociais em Fernão Lopes, Lisboa, Livros Horizonte, 1984.
• Caetano, Marcello, A Crise Nacional de 1383-85, Lisboa, Editorial Verbo, 1985.
• Coelho, Maria Helena da Cruz, D. João I, Lisboa, Círculo de Leitores, 2005.
• Duarte, Luís Miguel, Aljubarrota, crónica dos Anos de Brasa, Matosinhos, QUIDNOVI, 2007.
• Duarte, Luís Miguel, D. Duarte, Rio de Mouro, Temas e Debates, 2007.
• Gomes, Rita Costa, D. Fernando, Lisboa, Círculo de Leitores, 2005.
• Lapa, Rodrigues, D. Duarte e os Prosadores da Casa de Aviz, 3ª edição, Reboleira, Seara Nova, 1972.
• Martins, Armando, Guerras Fernandinas, Matosinhos, QUIDNOVI, 2008.
• Rebelo, Luís de Sousa, A Concepção de Poder em Fernão Lopes, Lisboa, Livros Horizonte, 1983.
• Saraiva, António José, Fernão Lopes, Edições Europa-América, Lisboa, Colecção Saber, 1965.
• Sobral, Filomena Antunes, Escrever para cinema, etapas da criação de um argumento, Penafiel, Editorial Novembro, 2008.

bibliografia activa

Na bibliografia activa incluí crónicas dos autores coevos de fernão Lopes:Pero Lopez de Ayala e Jehan Froissart.

domingo, 6 de setembro de 2009

bibliografia activa

BIBLIOGRAFIA

BIBLIOGRAFIA ACTIVA:
• Ayala, D. Pedro Lopez, Crónicas de los Reyes de Castilla, tomo II, Crónica de D. Juan I, notas e correcções de Don Eugénio Almirola, Madrid, Imprensa de Don António de Sancha, 1780.
• [s.a], Crónica do Condestável, adaptação e notas de Jaime Cortesão, 8ª edição, Lisboa, Livraria Sá da Costa, 1992.
• Froissart, Sire Jean, Chroniques, III, notes de J. A. C. Buchon, A. Desrez, Paris, Libraire Éditeur, 1835.
• Lopes, Fernão, Crónica de D. Pedro I, Porto, Livraria Civilização, 1994.
• Lopes, Fernão, Crónica de D. Fernando, Porto, Livraria Civilização, 1992.
• Lopes, Fernão, Crónica de D. João I, volume I e II, Porto, Livraria Civilização, 1990.

sábado, 5 de setembro de 2009

personagens

Nos textos de Lopes contracenam muitas personagens carismáticas, heróis como Nuno Álvares Pereira, vilões como o conde João Fernandes de Andeiro, o duplo masculino da rainha Leonor Teles. Existe uma multiplicidade de figurantes, indispensáveis na intriga, surgindo em quadros cujo pano de fundo é a corte, ou em exteriores que retratam as principais cidades do país. Destaca-se surpreendentemente entre as várias personagens a cidade de Lisboa, ela própria uma personagem que Lopes classifica como mãe e geradora da revolução de 1383 e que surge na narrativa através da prosopopeia criada pelo cronista, conotando-se com o que se convenciona ser o género fantástico.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

biografia e estilo

O cronista demonstrou ser muito forte na pesquisa metódica (inventio) e na planificação textual (dispositio).Fez uso da uma língua, ainda em estado de imperfeição, e adoptou um estilo que ele mesmo caracterizou como simples e sem ornatos, o que, na realidade, tinha como grande vantagem a centralização nos factos e não no próprio escritor (elocutio).
Foi D. Duarte que fez a encomenda oficial e da qual temos prova documental (cf.Prólogo da Crónica de D. Pedro), ao homem que também era escrivão dos seus livros, a gigantesca tarefa de “poer em caronycas as estorias dos Reys que em Portugal antigamente foram”, atribuindo-lhe uma tença de catorze mil reis anuais, que no reinado de D. Afonso V passou para quinhentos reis mensais “ad aeternum”.
Assinou o último documento em 1451.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

alguns dados biográfcos sobre o cronista

Fernão Lopes terá nascido, provavelmente, entre 1380 e 1390.Questiona-se habitualmente a sua proveniência social. Aventa-se, até, uma origem popular porque o povo surg com alguma relevância nas suas crónicas. Lopes foi de certeza um homem letrado, citando clássicos como Cícero. O seu filho, Mestre Martinho, terá servido o Infante D. Fernando e com ele perecido em Marrocos em 1443, após seis anos de cativeiro. Irrefutável é o facto de Fernão Lopes ter sido um homem de confiança da Dinastia de Avis, pois esteve ao serviço de D. João I e do filho D. Duarte como Guardador e Conservador das escrituras da Torre do Tombo em Lisboa. A seu cargo estava também a expedição de certidões a partir da documentação existente. A escolha do cronista oficial feita pelos seus mecenas reais não surgiu ao acaso, percebe-se, ao folhear as suas extensas crónicas, que era um trabalhador incansável e ainda um pesquisador infatigável, que terá calcorreado o país à procura de testemunhos e documentos, até porque a toponímia está amplamente citada na sua obra.

Um cronista famoso do século XIV

Fernão Lopes foi um dos gandes escritores portugueses e a sua biografia e bibliografia merecem, sem dúvida, uma maior divulgação!

fernão lopes

fernão Lopes: que grande escritor!